5.1) Este conceito foi desenvolvido por D.W.WINNICOTT  e pode ser traduzido por “si mesmo”. Opõe-se ao conceito de “FALSO SELF”; estes conceitos enfatizam dois modos de educação emocional da criança, a qual pode abordar o mundo de uma maneira espontânea, criativa, livre ou reativa, submissa e não espontânea.

O “self” traz em si a verdadeira criança, com seu estilo e forma próprias de se posicionar diante dos seus problemas e situações existenciais.

0 “falso self” corresponde à máscara social, à falta de espontaneidade e ao excesso de adaptação e obediência sociais. Quando lemos nos jornais a respeito de “Yupies e Hippies”, da menina japonesa que se suicidou aos 11 anos, “porque não passou nos exames do ginásio”, entendemos melhor estes conceitos.

O “self” é confiável, criativo, forte e integrado. O “falso-self” está relacionando com os “transtornos mentais de essência masoquista”.

Segundo WINNICOTT, o verdadeiro aprendizado pressupõe a predominância do “self”.

5.2)O “self” pressupões conteúdos pré-conscientes, conscientes, inconscientes e afetivos integrados de um modo experimental, por iniciativa própria, essencialmente. Resulta em um EU, com E maiúsculo. O eu pode ser também diminuído e é o conjunto de identificações com as quais o sujeito se constitui, podendo conter reações inadequadas ao bem estar psíquico.

5.3) Freud nos mostra a existência de um desenvolvimento da libido, do ego e do superego.

Portanto, a personalidade sadia é uma conquista a partir do desenvolvimento e amadurecimento psíquicos, sendo os transtornos mentais decorrências de paradas e/ ou regressões deste processo a modos infantis de “estar no mundo”.

Segundo Winnicott este desenvolvimento pressupõe a liberdade de ocupação do espaço transicional.

Portanto existem regras, condições e tarefas a serem realizadas, cuja burla, desconhecimento ou não cumprimento, resultam em transtornos mentais.

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